A quite-recent-dear person to me asked yesterday when my last breathtaking moment was. Quite a tricky question since a flash of so many breathtaking moments rushed by my mind and heart.
One single emotion and yet, taken and felt in various ways. The causes are also varied. For some, a small gesture is enough. A look, a smile. To others, a sight, a touch. To some, it takes big actions or physical demonstrations.
It all comes down to this one sensation that, although quick and sudden, lasts for a life time in our memories. The term “butterflies in the stomach” was, in my opinion, created by child: it is creative, innocent and so perfect as a description to the sensation. I can make a list of breathtaking moments, but I’ll try to narrow it down to 5:
- Every time I visit my 5 lovely nieces who live overseas and see their eyes glowing when I show up at the airport gate (it sweeps me off my feet);
- Stand in front of the Grand Canyon and thank God for my sight;
- Be one of the first visitors of that day to enter the amazing Machu Picchu mountain…
- Have had the guts to quit it all here and go to India do something I really wanted and felt right for me. That sensation of “I did it” is breathtaking.
- Fall in love… this one is for all the times I’ve fallen and will ever fall, even if it’s with the same person over and over again.
Soundtrack of this post (and of life): “In your Eyes” by Peter Gabriel (it takes not only your breath away, but your mind, troubles... and brings such a healing sensation of something you don't even quite know)
http://www.youtube.com/watch?v=OoEQREKFQG4 (ENJOY!)
PS: it is also breathtaking to know you take someone’s breath away…
PS2: “Breathless” by The Corrs also fits here...
Tuesday, March 30, 2010
Faith: a vicious circle
Once a friend asked whether I believed in God or angels or anything related to the "Divine".
I answered that I must believe in something since I do have an amazing FAITH IN LIFE. Since it is believed that all life has been created by God or by chaos (I don't care), but it was created by something, I guess I believe in this something...
I say this because I am a true, firm believer that all my life is to be a happy one. I am to die happy. I shall look back in time and know that it was all worth it. Every minute, every lesson, every smile, every tear, every fear, every love, every breathtaking moment, every look that glowed (mine included), every heartbeat, every FAST heartbeat... Everything.
My faith in a good, happy life keeps renewing itself because it keeps proving me that I'm right! :o) !!!
I guess this is what faith is all about, huh? Not being able to bet on something that is unpredictable (life/future), unseen (God), unproven (chaos), but simply KNOWING it.
That is why it is a good vicious circle: you believe (faith), it happens (facts), you keep on believing because it's working (the circle).
I answered that I must believe in something since I do have an amazing FAITH IN LIFE. Since it is believed that all life has been created by God or by chaos (I don't care), but it was created by something, I guess I believe in this something...
I say this because I am a true, firm believer that all my life is to be a happy one. I am to die happy. I shall look back in time and know that it was all worth it. Every minute, every lesson, every smile, every tear, every fear, every love, every breathtaking moment, every look that glowed (mine included), every heartbeat, every FAST heartbeat... Everything.
My faith in a good, happy life keeps renewing itself because it keeps proving me that I'm right! :o) !!!
I guess this is what faith is all about, huh? Not being able to bet on something that is unpredictable (life/future), unseen (God), unproven (chaos), but simply KNOWING it.
That is why it is a good vicious circle: you believe (faith), it happens (facts), you keep on believing because it's working (the circle).
Monday, March 29, 2010
Lessons from Tibetan Monks

While in India, I spent a little over a month in Dharamsala, the Tibetan "city" in India. Way up near the sky, it is a valley, surrounded by beautiful mountains and coloured with the famous Tibetans flags everywhere. These prayer flags are inscribed with auspicious symbols, invocations, prayers, and mantras. Tibetan Buddhists for centuries have planted these flags outside their homes and places of spiritual practice for the wind to carry the beneficent vibrations across the countryside. Prayer flags are said to bring happiness, long life and prosperity to the flag planter and those in the vicinity.
Lessons from Tibetans - part I: "Lhamo" - my new Tibetan name given by a monk from the volunteering English lessons I gave. It means "goddess". A blessed name, given by a blessed person. Taken by whom it was given and its meaning, I can only imagine (and believe in my heart) that I, too, am a blessed soul.
Lessons - part II: they addressed to me as "teacher" and I admit I kind of preferred it: it felt much more real (even though I am no real teacher - but I am much closer to being one than I am of a goddess). It felt nice (sweet) to hear the monks saying it in their own particular tone of voice: "excuse me, teacher". A sound that was heard not enough times (due to the limited number of lessons), but that sure had its importance inside me. Things a teacher learns with the students, I guess: to hear different sounds and like them. At least a non-real teacher, anyway.
Still about Dharamsala, life and smiles...
Enquanto ainda na cidade de McLeod Ganj/Dharamsala (cidade do His Holiness, The Dalai Lama), senti certa culpa por estar num país (Índia) e gostar tanto, me apaixonar mesmo pelo local, pelas pessoas (tibetanos refugiados) e pela energia que não a indiana. Parece que eu não estou na Índia.
Fui para fazer um curso de meditação de 12 dias e simplesmente não consegui ir embora no tempo previsto. Ia adiando a diária no hotel, no coração e nas amizades. Criei laços. Até gostaria de ter podido mudar o programa de voluntariado para lá e ficar mais tempo. Adoraria trabalhar com a causa tibetana e com crianças refugiadas. Dei dei aulas de conversação em inglês para monges e refugiados tibetanos e, em apenas 1h/dia, quem aprendeu muito fui eu, não eles. Me ensinaram várias lições. Você consegue imaginar o que é se sentar na frente deles e escutar que saíram fugidos de seu país pelos Himalaias no meio de DEZEMBRO (olha isso!!!) e andaram por 28 dias até chegar na Índia?? Decidiram ir em dezembro pq é, supostamente (me disseram depois que não é bem verdade), o mês onde os soldados chineses não atuam com tanto afinco (devido ao frio) e assim se sentem menos em risco... os tais soldados ficam esperando a linha de tibetanos passar para simplesmente atirar e matar. As easy as that. E os tibetanos me contaram tudo exatamente assim: as easy as that como se não fosse o" bigíssimo" deal que é. E aí, pra aumentar minha admiração pelos caras, eles falam disso tudo com um sorriso indescritível no rosto - será que por se sentirem lucky por estarem vivos? será tamanha fé? será pq tudo parece uma memory from far away, uma estória contada para eles? Me pergunto de onde pode vir tanta garra e bondade num povo só. E quando eu dizia "I'm so sorry" pq sentia muito mesmo (como escutar estes relatos e não sentir al cuore?!) e eles me respodiam (sorrindo, claro): "no problem, no problem"... MIL LIVROS DE HISTÓRIA NÃO ME ENSINARIAM ISSO.
Estou mesmo impressionada (em todos os sentidos) com a causa tibetana e com as pessoas. Amáveis, muito educadas e simpáticas. Quando sorriem, os olhinhos se fecham e o rosto parece uma lua redondinha. E os velhinhos?? Aaaahhhhhh, da vontade de abraçá-los quando eles nos cumprimentam. :o) As crianças são umas coisinhas mto fofas com as bochechas sempre rosadas e as super-mochilas nas costas (parecem mini-dalai-lamas com carinha de tartaruga carregando o casco nas costas).
Fica aqui meu pedido pra falarem mais sobre o Tibet, let us try to help them... FREE THEM! PLEASE READ BELOW!!
Fui para fazer um curso de meditação de 12 dias e simplesmente não consegui ir embora no tempo previsto. Ia adiando a diária no hotel, no coração e nas amizades. Criei laços. Até gostaria de ter podido mudar o programa de voluntariado para lá e ficar mais tempo. Adoraria trabalhar com a causa tibetana e com crianças refugiadas. Dei dei aulas de conversação em inglês para monges e refugiados tibetanos e, em apenas 1h/dia, quem aprendeu muito fui eu, não eles. Me ensinaram várias lições. Você consegue imaginar o que é se sentar na frente deles e escutar que saíram fugidos de seu país pelos Himalaias no meio de DEZEMBRO (olha isso!!!) e andaram por 28 dias até chegar na Índia?? Decidiram ir em dezembro pq é, supostamente (me disseram depois que não é bem verdade), o mês onde os soldados chineses não atuam com tanto afinco (devido ao frio) e assim se sentem menos em risco... os tais soldados ficam esperando a linha de tibetanos passar para simplesmente atirar e matar. As easy as that. E os tibetanos me contaram tudo exatamente assim: as easy as that como se não fosse o" bigíssimo" deal que é. E aí, pra aumentar minha admiração pelos caras, eles falam disso tudo com um sorriso indescritível no rosto - será que por se sentirem lucky por estarem vivos? será tamanha fé? será pq tudo parece uma memory from far away, uma estória contada para eles? Me pergunto de onde pode vir tanta garra e bondade num povo só. E quando eu dizia "I'm so sorry" pq sentia muito mesmo (como escutar estes relatos e não sentir al cuore?!) e eles me respodiam (sorrindo, claro): "no problem, no problem"... MIL LIVROS DE HISTÓRIA NÃO ME ENSINARIAM ISSO.
Estou mesmo impressionada (em todos os sentidos) com a causa tibetana e com as pessoas. Amáveis, muito educadas e simpáticas. Quando sorriem, os olhinhos se fecham e o rosto parece uma lua redondinha. E os velhinhos?? Aaaahhhhhh, da vontade de abraçá-los quando eles nos cumprimentam. :o) As crianças são umas coisinhas mto fofas com as bochechas sempre rosadas e as super-mochilas nas costas (parecem mini-dalai-lamas com carinha de tartaruga carregando o casco nas costas).
Fica aqui meu pedido pra falarem mais sobre o Tibet, let us try to help them... FREE THEM! PLEASE READ BELOW!!
Blessed by shit
Another one I found out in my late India diary/journal/blog (sept06):
Estava eu andando em Udaipur, feliz da vida, olhando tudo em volta, admirando as cores das roupas das mulheres, das bolsas em exposiçãoo, ouvindo as buzinas intermináááveis das motinhos e conversando com a Teresa qdo, de repente, uma sensaçãoo de "SPLAH" enche meu pée direito... isso mesmo! Entrei com o pé INTEIRO na merda da vaca!! HAHAHAHA!!! Claro que estava de sandálias abertas (papetes) e, ao ver aquele monte de marrom misturado com o verde da sandalia e a minha pele, a vontade foi de sentar, chorar e rir ao mesmo tempo. Optei pela última. Ainda bem que tinha uma fonte de água ali perto e sai limpando tudo (rindo...). Coisas de Índia. Pelo menos acredito que o cocô daqui também é sagrado, né, assim como as vacas!? HOLY COWS!! I'd rather look at the bright side and believe que fui "abençoada" em vez de cagada. ;o)
Estava eu andando em Udaipur, feliz da vida, olhando tudo em volta, admirando as cores das roupas das mulheres, das bolsas em exposiçãoo, ouvindo as buzinas intermináááveis das motinhos e conversando com a Teresa qdo, de repente, uma sensaçãoo de "SPLAH" enche meu pée direito... isso mesmo! Entrei com o pé INTEIRO na merda da vaca!! HAHAHAHA!!! Claro que estava de sandálias abertas (papetes) e, ao ver aquele monte de marrom misturado com o verde da sandalia e a minha pele, a vontade foi de sentar, chorar e rir ao mesmo tempo. Optei pela última. Ainda bem que tinha uma fonte de água ali perto e sai limpando tudo (rindo...). Coisas de Índia. Pelo menos acredito que o cocô daqui também é sagrado, né, assim como as vacas!? HOLY COWS!! I'd rather look at the bright side and believe que fui "abençoada" em vez de cagada. ;o)
Sunday, March 28, 2010
Deixa o sábado me levar, sábado leeeeeva eeeeeeeu!
About Saturday, March 27th (27... mind that), this year.
O bom de não ter planos ou nada marcado é que você acaba tendo a possibilidade de fazer tudo. Hum, não sei se me expressei bem, mas o que quero dizer mesmo é que a suposta falta de ter o que fazer é, pra mim, sinônimo do seu antônimo: é aí que você tem tudo pra fazer de tudo. Vide terminho inventado por mim mesma que eu adoro: o tudo de bom "elemento-surpresa". Ele aparece quando você menos espera e, mto provavelmente, quando acha que nada demais vai rolar naquele dia.
As meninas sabem do que estou falando... quantas vezes vocês se produziam por horas na frente do espelho, se olharam, deram aquele look fatal (de você pra você mesma), sorriam maliciosamente e falavam: "tonight's the night" (Mr. Rod Stewart wrote this one for us, chicks)?? Aí... pasmem: voltaram pra casa de mãos e alma abanando. Agora... tudo é diferente quando a expectativa é nula e abrimos espaço pro elemento-supresa acontecer. Você sai de casa sem nem secar o cabelo e só não sai de havaianas pq, afinal de contas, um saltinho de 3cm que sejam já faz uma diferença, mas nem presta atenção nos detalhes. Cabelos molhados ao vento, sorriso na cara sem nem saber direito o pq (seria aí uma certa vidência feminina do 6º sentido que cismamos em ignorar?) e vai embora. These are the best days/nights/dawns.
Pois bem, depois de tal título + introdução, deu pra perceber que meu sábado foi a little like the described above, né? Fiz exatamente o que disse acima (desde o cabelo molhado até os 3cm de salto e "gente, por favor, qquer blusinha é blusinha"). Tinha um compromisso às 11h e saí de casa com a cara amassada ainda do sono que não me tinha sido o suficiente. Pouco depois do meio-dia, me vejo sendo guiada pela Fernando Albuquerque em direção à Augusta. Senti que um passeio comigo mesma de olhos bem abertos era o tchan do momento. What better way to do that than by foot? Estaciono o carro numa esquina da Haddock e resolvo wander around.
São Paulo é bom demais pra isso. Digo: pra propiciar elementos-surpresas. A cada esquina que passei, vivi coisas legais, diferentes, inusitadas (e, em alguns casos, as 3 coisas juntas). Minha primeira parada foi numa daquelas lojinhas "we've got everything you'll never need but will buy anyway". Seguindo a linha dos "olhos bem abertos", acho que olhei cada item da loja. Como não sou "S" no MBTI e sim bem "N", não precisei tocar nas coisas. Os olhos já me permitiam sentir cada coisa. Acabei fazendo exatamente o que a loja quer: comprei coisinhas (como sair empty-handed de um lugar destes??). Foram 4 imãs de geladeira (3 presentes e 1 pra mim) e 1 bloquinho pra anotar as coisas que vocês estão lendo agora. O meu imã é incrível!! É o Snoopy com cara de conteúdo sentadinho de frente pra uma máquina de escrever (gente!! sou eu lately ao me empolgar com este bendito blog! hihi).
Na esquina seguinte, recebi uma cantada tão delicada de uma moça tão bonita que confesso só ter entendido tratar-se de uma cantada uns 10mins depois ao recapitular a cena no meu delayed brain. Como sou simpática por natureza, conversei, sorri e me despedi. 1 simpática-não-do-babado + 1 esperta-sim-do-babado = 2 estranhas que jogam conversa fora numa esquina de SP e nada mais.
A 3ª esquina foi ótima e rendeu boas observações por parte dos "OBA" (Olhos Bem Abertos): MADHU!! Novo restaurante fast-food indiano que a Augusta ganhou há pouco. Augusta, não, perdão... Quem ganhou foi SP. Aliás, desculpem-me de novo: os paulistanos e todos as outras nacionalidades e seres (gente, quem não concorda que em SP habitam seres de outros planetas?) que aqui vivem. Lugarzinho simples, mas que me fez parar e ficar olhando da calçada pra foto convidativa do "vegetable biriyani". Comia este prato a torto e à direita quando morava na Índia. Claro que sempre acompanhado de raita (hmmmm!) e adivinhem: era justamente o acompanhamento já sugerido no cardápio. Claro que entrei. Sozinha. Entendam que, por "sozinha", neste caso não se trata de estar sem companhia. Ali estava sozinha mesmo, era a primeira e única cliente naquele horário.
Me senti o máximo! Praticamente uma Carla Bruni, ao ver todos os funcionários e o dono sorrirem como se eu fosse a real Primeira-Dama/cantora/linda/desgraçada... Anyway, fiz meu pedido e comecei a observar os clientes que vinham aparecendo na sequência: 2 casais (1 homo e 1 straight), a família doriana (que terá relato especial daqui a pouco - merecidamente), 3 amigas, 1 old guy que se sentou no balcão e 2 other loners such as myself. Depois de ver todos, chegou minha comida (acompanhada tb da minha querida samosa, a quem não resisti e pedi) e sorri. Draga que é draga sorri e bate palma quando vê sua delicious food being served. Pedi pimenta e guess what? Era pimenta de verdade (hoooot stuff!), como lá nos orientes. Fiquei high do negócio (quem me conhece sabe que eu defendo a "tese" de que pimenta/wasabi/coisas fortemente ardentes/picantes nos deixam high por 3 segundos - try it!) e saboreei a comida de olhos bem fechados. Sim, comi de olhos fechados enquanto me sentia teletransportada pra Rishikesh. Revivi sensações de lá e só me lembrava não estar na Índia quando abria os olhos e via as mulheres de camisetinhas regatas ou tomara-que-caia em vez de coloridos sáris e homens sem os típicos bigodinhos.
O bom de ter aberto os olhos nesta hora foi ver a Família Doriana: casal moderno (ele, perto dos 40, ela, around 34?) com 2 filhos lindos (1 menino de uns 4/5 anos e 1 baby com menos de 2). Casal bonito, tatuado, roupa legal e o melhor de tudo: esbanjavam felicidade sem nem precisar sorrir. Era deles. Felicidade os pertencia. Aos 4. Percebi 2 tabus idiotas da cabeça das pessoas sendo quebrados ali, em questão de 20": 1) casais com filhos podem ser modernos e felizes, sim. Ninguém precisa ficar com cara/atitude de tio ou chatão só pq virou pai/mãe; 2) pessoas (casais, amigos, famílias) podem e devem ser mais felizes juntas do que separadas. "No man is an island".
Como estava de olhos abertos, vi a baby lambendo o espelho do restaurante com tamanha alegria que pensei "esta aí vai dar trabalho...".
Vi também que a camiseta do moleque era ótima. Dizia: "hay que endurecerse sin perder la FOFURA jamás". Casal que é moderno mesmo faz filhos modernos.
Vi outra cena que me enalteceu: a mulher olhar pro distraído marido com olhos brilhando while he ordered food for the clan. Bonito.
Well, I guess the Oscar of Best Family goes to: Unknown Modern Family who ate at Madhu this Saturday! Hurray, a round of applause, ladies and gentleman! :o)
E vocês acham que minha saga das esquinas termina por aqui? Não, minha gente. Recebi o elogio "gaaaata, te adoramos" de 1 casal gay que me olhou de cima abaixo dentro de uma lojinha de CDs.
Na mesma loja, houve comunicação estranha, mas funcional com a vendedora. Eu, ao celular com a ligação-supresa do meu querido Romulê que tá virando sulista do Balneário. Ou seja, minha boca estava ocupada. Eu tentava fazer mímica e esperava que ela me respondesse no mesmo "linguajar", mas aí que percebi que a moça insistia em FALAR comigo por estar com um braço engessado e o outro, não existir. Glup. Bom, efetuei a compra e saí com 3 cds.
Como sou adepta ao "what goes around, comes around" e acredito que sempre devemos devolver ao universo algo bom que recebemos, resolvi devolver o elogio que havia recebido do casalzinho. Estava eu no carro quando vejo uma coisa jogging, subindo a rua em direção ao meu carro (ia passar do meu lado), molhada pela chuva que caía e aí foi ação x reação. Ver algo bonito x bater palmas. Foi o que fiz. Quando o cara viu a ceninha de uma estranha batendo palma pra ele de dentro do carro, pediu pra esta que lhes escreve lower the window (ainda sem parar o corpo da corrida), sorriu, pegou na mão dela, deu um beijo e seguiu sua corrida. GENTE!! :-o Me senti dentro do filme DON JUAN. This was, for sure, the closest I'll ever get to Johnny Depp in my life.
Aí me dei conta que o score que era pra ter ficado even in 1x1 (ganhei um elogio e fiz outro) foi rapidinho pra 2x1 de novo. Ju saiu ganhando. Deveria jogar na loto e afins tb??
Aliás, quando entrei no carro para sair das esquinas (sim, o relato está chegando ao fim!), caiu uma chuva torrencial e eu me vi num perfect timing absurdo: 1) pq entrei no carro e não me molhei e 2) Morten Harket cantou BEM na hora "it wasn't the rain that made the difference...". E, galera, a chuva não fez a menor diferença mesmo pq meu good mood permaneceu intacto enquanto I drove on "singing in the rain". :o)
O bom de não ter planos ou nada marcado é que você acaba tendo a possibilidade de fazer tudo. Hum, não sei se me expressei bem, mas o que quero dizer mesmo é que a suposta falta de ter o que fazer é, pra mim, sinônimo do seu antônimo: é aí que você tem tudo pra fazer de tudo. Vide terminho inventado por mim mesma que eu adoro: o tudo de bom "elemento-surpresa". Ele aparece quando você menos espera e, mto provavelmente, quando acha que nada demais vai rolar naquele dia.
As meninas sabem do que estou falando... quantas vezes vocês se produziam por horas na frente do espelho, se olharam, deram aquele look fatal (de você pra você mesma), sorriam maliciosamente e falavam: "tonight's the night" (Mr. Rod Stewart wrote this one for us, chicks)?? Aí... pasmem: voltaram pra casa de mãos e alma abanando. Agora... tudo é diferente quando a expectativa é nula e abrimos espaço pro elemento-supresa acontecer. Você sai de casa sem nem secar o cabelo e só não sai de havaianas pq, afinal de contas, um saltinho de 3cm que sejam já faz uma diferença, mas nem presta atenção nos detalhes. Cabelos molhados ao vento, sorriso na cara sem nem saber direito o pq (seria aí uma certa vidência feminina do 6º sentido que cismamos em ignorar?) e vai embora. These are the best days/nights/dawns.
Pois bem, depois de tal título + introdução, deu pra perceber que meu sábado foi a little like the described above, né? Fiz exatamente o que disse acima (desde o cabelo molhado até os 3cm de salto e "gente, por favor, qquer blusinha é blusinha"). Tinha um compromisso às 11h e saí de casa com a cara amassada ainda do sono que não me tinha sido o suficiente. Pouco depois do meio-dia, me vejo sendo guiada pela Fernando Albuquerque em direção à Augusta. Senti que um passeio comigo mesma de olhos bem abertos era o tchan do momento. What better way to do that than by foot? Estaciono o carro numa esquina da Haddock e resolvo wander around.
São Paulo é bom demais pra isso. Digo: pra propiciar elementos-surpresas. A cada esquina que passei, vivi coisas legais, diferentes, inusitadas (e, em alguns casos, as 3 coisas juntas). Minha primeira parada foi numa daquelas lojinhas "we've got everything you'll never need but will buy anyway". Seguindo a linha dos "olhos bem abertos", acho que olhei cada item da loja. Como não sou "S" no MBTI e sim bem "N", não precisei tocar nas coisas. Os olhos já me permitiam sentir cada coisa. Acabei fazendo exatamente o que a loja quer: comprei coisinhas (como sair empty-handed de um lugar destes??). Foram 4 imãs de geladeira (3 presentes e 1 pra mim) e 1 bloquinho pra anotar as coisas que vocês estão lendo agora. O meu imã é incrível!! É o Snoopy com cara de conteúdo sentadinho de frente pra uma máquina de escrever (gente!! sou eu lately ao me empolgar com este bendito blog! hihi).
Na esquina seguinte, recebi uma cantada tão delicada de uma moça tão bonita que confesso só ter entendido tratar-se de uma cantada uns 10mins depois ao recapitular a cena no meu delayed brain. Como sou simpática por natureza, conversei, sorri e me despedi. 1 simpática-não-do-babado + 1 esperta-sim-do-babado = 2 estranhas que jogam conversa fora numa esquina de SP e nada mais.
A 3ª esquina foi ótima e rendeu boas observações por parte dos "OBA" (Olhos Bem Abertos): MADHU!! Novo restaurante fast-food indiano que a Augusta ganhou há pouco. Augusta, não, perdão... Quem ganhou foi SP. Aliás, desculpem-me de novo: os paulistanos e todos as outras nacionalidades e seres (gente, quem não concorda que em SP habitam seres de outros planetas?) que aqui vivem. Lugarzinho simples, mas que me fez parar e ficar olhando da calçada pra foto convidativa do "vegetable biriyani". Comia este prato a torto e à direita quando morava na Índia. Claro que sempre acompanhado de raita (hmmmm!) e adivinhem: era justamente o acompanhamento já sugerido no cardápio. Claro que entrei. Sozinha. Entendam que, por "sozinha", neste caso não se trata de estar sem companhia. Ali estava sozinha mesmo, era a primeira e única cliente naquele horário.
Me senti o máximo! Praticamente uma Carla Bruni, ao ver todos os funcionários e o dono sorrirem como se eu fosse a real Primeira-Dama/cantora/linda/desgraçada... Anyway, fiz meu pedido e comecei a observar os clientes que vinham aparecendo na sequência: 2 casais (1 homo e 1 straight), a família doriana (que terá relato especial daqui a pouco - merecidamente), 3 amigas, 1 old guy que se sentou no balcão e 2 other loners such as myself. Depois de ver todos, chegou minha comida (acompanhada tb da minha querida samosa, a quem não resisti e pedi) e sorri. Draga que é draga sorri e bate palma quando vê sua delicious food being served. Pedi pimenta e guess what? Era pimenta de verdade (hoooot stuff!), como lá nos orientes. Fiquei high do negócio (quem me conhece sabe que eu defendo a "tese" de que pimenta/wasabi/coisas fortemente ardentes/picantes nos deixam high por 3 segundos - try it!) e saboreei a comida de olhos bem fechados. Sim, comi de olhos fechados enquanto me sentia teletransportada pra Rishikesh. Revivi sensações de lá e só me lembrava não estar na Índia quando abria os olhos e via as mulheres de camisetinhas regatas ou tomara-que-caia em vez de coloridos sáris e homens sem os típicos bigodinhos.
O bom de ter aberto os olhos nesta hora foi ver a Família Doriana: casal moderno (ele, perto dos 40, ela, around 34?) com 2 filhos lindos (1 menino de uns 4/5 anos e 1 baby com menos de 2). Casal bonito, tatuado, roupa legal e o melhor de tudo: esbanjavam felicidade sem nem precisar sorrir. Era deles. Felicidade os pertencia. Aos 4. Percebi 2 tabus idiotas da cabeça das pessoas sendo quebrados ali, em questão de 20": 1) casais com filhos podem ser modernos e felizes, sim. Ninguém precisa ficar com cara/atitude de tio ou chatão só pq virou pai/mãe; 2) pessoas (casais, amigos, famílias) podem e devem ser mais felizes juntas do que separadas. "No man is an island".
Como estava de olhos abertos, vi a baby lambendo o espelho do restaurante com tamanha alegria que pensei "esta aí vai dar trabalho...".
Vi também que a camiseta do moleque era ótima. Dizia: "hay que endurecerse sin perder la FOFURA jamás". Casal que é moderno mesmo faz filhos modernos.
Vi outra cena que me enalteceu: a mulher olhar pro distraído marido com olhos brilhando while he ordered food for the clan. Bonito.
Well, I guess the Oscar of Best Family goes to: Unknown Modern Family who ate at Madhu this Saturday! Hurray, a round of applause, ladies and gentleman! :o)
E vocês acham que minha saga das esquinas termina por aqui? Não, minha gente. Recebi o elogio "gaaaata, te adoramos" de 1 casal gay que me olhou de cima abaixo dentro de uma lojinha de CDs.
Na mesma loja, houve comunicação estranha, mas funcional com a vendedora. Eu, ao celular com a ligação-supresa do meu querido Romulê que tá virando sulista do Balneário. Ou seja, minha boca estava ocupada. Eu tentava fazer mímica e esperava que ela me respondesse no mesmo "linguajar", mas aí que percebi que a moça insistia em FALAR comigo por estar com um braço engessado e o outro, não existir. Glup. Bom, efetuei a compra e saí com 3 cds.
Como sou adepta ao "what goes around, comes around" e acredito que sempre devemos devolver ao universo algo bom que recebemos, resolvi devolver o elogio que havia recebido do casalzinho. Estava eu no carro quando vejo uma coisa jogging, subindo a rua em direção ao meu carro (ia passar do meu lado), molhada pela chuva que caía e aí foi ação x reação. Ver algo bonito x bater palmas. Foi o que fiz. Quando o cara viu a ceninha de uma estranha batendo palma pra ele de dentro do carro, pediu pra esta que lhes escreve lower the window (ainda sem parar o corpo da corrida), sorriu, pegou na mão dela, deu um beijo e seguiu sua corrida. GENTE!! :-o Me senti dentro do filme DON JUAN. This was, for sure, the closest I'll ever get to Johnny Depp in my life.
Aí me dei conta que o score que era pra ter ficado even in 1x1 (ganhei um elogio e fiz outro) foi rapidinho pra 2x1 de novo. Ju saiu ganhando. Deveria jogar na loto e afins tb??
Aliás, quando entrei no carro para sair das esquinas (sim, o relato está chegando ao fim!), caiu uma chuva torrencial e eu me vi num perfect timing absurdo: 1) pq entrei no carro e não me molhei e 2) Morten Harket cantou BEM na hora "it wasn't the rain that made the difference...". E, galera, a chuva não fez a menor diferença mesmo pq meu good mood permaneceu intacto enquanto I drove on "singing in the rain". :o)
Curtas do mesmo sábado
"The Best Short-Dialogue":
Ju: "Rê, você tá ficando bebadinha, né?"
Rê (veemente): "Nããããão!!"
Tina: "Eu tô."
Ju: "Eu tô também."
Rê (clearly concerned): "Então será que eu tô também??"
Best "Even-Shorter Dialogue" - part II:
Tina pega caipirinha da mesa, aponta pro espaço vazio e pergunta pra Ju:
"Era nossa, né?"
Ju, que só vê o espaço vazio da mesa, solta: "Caralho! Cadê??? Sumiu!!"
Tina: "Aqui, mané. Na minha mão."
E tudo termina quando "Crème brûllè" vira creme de milho. Aí ninguém salva.
Soundtrack de lá: http://www.youtube.com/watch?v=ZKW3zREFA00
Beijos!
Ju: "Rê, você tá ficando bebadinha, né?"
Rê (veemente): "Nããããão!!"
Tina: "Eu tô."
Ju: "Eu tô também."
Rê (clearly concerned): "Então será que eu tô também??"
Best "Even-Shorter Dialogue" - part II:
Tina pega caipirinha da mesa, aponta pro espaço vazio e pergunta pra Ju:
"Era nossa, né?"
Ju, que só vê o espaço vazio da mesa, solta: "Caralho! Cadê??? Sumiu!!"
Tina: "Aqui, mané. Na minha mão."
E tudo termina quando "Crème brûllè" vira creme de milho. Aí ninguém salva.
Soundtrack de lá: http://www.youtube.com/watch?v=ZKW3zREFA00
Beijos!
Friday, March 26, 2010
My short-actions list

Close your eyes, open your mind
Make a wish list, not a to-do list
Know the path, don’t just walk it
Carry good memories, not weight
Pick flowers, not fights
Set an example, don't just follow
Deliver smiles, not just work
Settle bounds, don't settle down
Eat knowledge, not just food
Share secrets, not just problems
Don’t just fall in love, rise in love
(I'm happy to have created this list!)
Friday afternoon surprises
Heute habe ich etwas bekommen, daß mir sehr gut gefallen hat, specially considering who it came from (eine Person die mich jeden Tag irgendwie überrascht).
I'll just feel free to copy and paste it because it's one of those things that are einfach perfekt (für mich auch)!
I ask permission for the author to publish it here so people can see your good and wise words - unfortunately I do not know your name to write down here.
A WISH FOR LIFE
My wish for me, for this precious life of mine,
Is what I wish for you, what I hope you find.
I wish for magical days, radiant with love,
Bright with insight and sharing, warmed by peace.
I hope for pivotal times, lasting friendships,
A golden life infused with affection and daring.
I yearn for personal heroes, people who blossom
As they spin intriguing lives, full and awesome.
I long for a life that inspires and encourages,
One that nurtures dreams and fuels creativity.
I reach for a life that brings joy and ease
To me and mine, to you and yours, a light to all.
My wish for me, for this precious life of mine,
Is what I wish for you, what I hope you find.
I'll just feel free to copy and paste it because it's one of those things that are einfach perfekt (für mich auch)!
I ask permission for the author to publish it here so people can see your good and wise words - unfortunately I do not know your name to write down here.
A WISH FOR LIFE
My wish for me, for this precious life of mine,
Is what I wish for you, what I hope you find.
I wish for magical days, radiant with love,
Bright with insight and sharing, warmed by peace.
I hope for pivotal times, lasting friendships,
A golden life infused with affection and daring.
I yearn for personal heroes, people who blossom
As they spin intriguing lives, full and awesome.
I long for a life that inspires and encourages,
One that nurtures dreams and fuels creativity.
I reach for a life that brings joy and ease
To me and mine, to you and yours, a light to all.
My wish for me, for this precious life of mine,
Is what I wish for you, what I hope you find.
Shout, shout... Let it all out!
Ontem me aconteceu algo que me deixou muito triste mesmo. Uma das minhas maiores e mais queridas amigas me responde à uma simples mensagem minha do tipo “oi, querida, quanto tempo! Que saudades! Como andam: vida, amor, saúde, trabalho?? Beijos!” com um texto que explicita que há um bom tempo ela tá muito triste com a nossa amizade e comigo (claro) e que até ia ignorar a minha mensagem, mas que não o fez por “não ser o feitio” dela. Ainda adicionou: “comigo é tudo preto no branco, vc sabe que sou muito direta”.
No meu ponto de vista (e gostaria de deixar claro isso: no MEU ponto de vista) ela foi contraditória duas vezes na mesma frase. Posso estar enganada e até peço pros que queiram servir de conselheiros depois de ler isso, please sejam! Vou agradecer mto. Ouvir outros pontos de vista é essencial para um equilíbrio. Então... a meu ver ela se contradisse no seguinte: “ia ignorar, mas não é meu feitio”. Como não é feitio se ela SIM me ignorou por tanto tempo e por NUNCA ter me dito que estava chateada comigo? Ela não me procurou, não se expressou, não me xingou, não fez NADA, nem UMA ação que demonstrasse “porra, tô chateada com vc, caceta!”. Sabe o famoso: “ame-me ou odeie-me, mas não ignore-me”? Então. Ela ignorou. Ela não me amou ao me procurar e dizer o que sentia e nem me odiou ao me xingar, jogar copos em mim, me bater... qquer coisa! Qquer reação “negativa” que fosse, mas que demonstraria ALGO. Demonstraria “aqui tem alguma coisa!”. Não... ela optou pelo NADA. Isso é, pra mim, ignorar.
O outro lado contraditório foi “sou muito direta e pra mim é tudo black and white”. Wrong again. Se fosse tão direta, teria tido qquer reação acima já descrita. O lado direto de um ser é inversamente proporcional ao grau de melindre que ele carrega. Um é oposto ao outro. Como ser direta e defender a postura B/W se vc não fala o que sente, supress your thoughts and holds it all down to the point that it boils and you just spit it out all together?? Guardar mágoa, pra mim, não é ser direta. Quem é direto não morre de câncer. Resolve tudo ali na hora. Quem tem melindre morre até sufocado sozinho em pleno open air.
Me machucou, above all, saber que machuquei alguém sem saber e nem ter tido o direito da réplica, da defesa, da explicação. Me doeu interpretar isso como um “it is not even worth telling her about it”. Não houve esforço pra ver “pq será que ela agiu assim? Vou perguntar because I care so much about her that I don’t want this pin hurting me every time I think about her” (aí até penso: se é que ela pensava at all, né?). Isto foi o que mais me doeu: ver que, de repente, o que pra mim era tão importante e valioso, pra ela não era a ponto de nem care enough to care.
Please, at least amongst friends: ABAIXO O MELINDRE! (F)
Thursday, March 25, 2010
Sobre ser forte
A palavra-chave do momento pra mim é “aceitação”! Incorporei várias coisas que estavam na cabeça e que agora passaram pro resto do corpo. Acho que tá tudo fluindo melhor. Meu espírito é realmente mais livre e sou mesmo mais “visionária”, não me enquadrando no “padrão de costume” das pessoas. Meu lado “macro” é legal e tenho que encontrar situations, places, people, adventures, things and smiles que entendam e gostem disso. Ah, e que gostem de perninhas em “X” também (hahaha, believe it or not, faz parte do pacote!). Aliás, thanks, Dani!! Teu super shortinho jeans tem grande participação nisso tudo!
Outra coisa que sou e vinha não só não-reconhecendo como fighting against é: forte. Sou forte. Aguento mesmo os trancos. Levo as porradas e levanto. Acho que a minha vida tem muito a ver com esta minha personalidade. Fui afortunada em vários aspectos e eu reconheço isso, então... como não levantar na hora da porrada?? Pô, como não levantar se, em outros momentos (sendo eles a maioria), eu tenho tanta coisa boa? Ficar reclamando, choramingando? Não! Bora pra frente. Ser forte não é nada fácil, apesar dos outros sempre me dizerem que é melhor ser assim. Até acredito, mas believe me too: também dói ser forte. Dói aguentar. Dói pq tem vezes que vc não quer aguentar, que vc quer que cuidem por vc. Dá até preguiça ser forte, mas aí vem a ironia: ser forte é mais forte que a gente. É assim e pronto. O grande lance, a grande sacada que tive há alguns dias foi exatamente sobre isso, sobre o turning point de como me desenvolver e aprimorar este meu lado da força... se me dói ser forte, pq não tentar viver o outro lado? Mostrar a dor? E foi o que fiz. Mostrei. Aliás, escancarei (afinal de contas, o forte não faz pela metade... o outro que se vire pra aguentar o tranco – cada um com seus problemas). Abri mesmo que tava doendo e chorei. Caceta, chorei na frente do outro. E percebi que ali era eu tentando melhorar. Querendo sair da minha zona de conforto, que é ser forte, e mostrar que tenho o lado frágil também. É difícil fazer isso, mas já que sou forte, deveria conseguir, né? Quero me melhorar, não quero ser forte sempre. Ali ficou marcado um dos meus primeiros passos pra sair do meu “easy state of being”. Era eu me mostrando. E quer saber? Foi bom pacas. Dividi com o outro. Percebi que, se tivesse sido “forte” once again, teria ido pra casa com tudo nos meus ombros e meu choro teria sido apenas meu. Foi uma lição legal de se aprender. Aprendi que, acima de tudo, ser forte é saber ser frágil, forte é mostrar que dói, forte é dividir. Esta já foi a lição número 2: ironicamente, aprendi a ser mais forte ainda...
Como dizem: “The whole is greater than the sum of the parts.”, ou seja, eu ser eu inteira é melhor que pela metade. E, mesmo estando pela metade às vezes, conseguimos voltar ao estado inteiro. Este twist de “sou, não quero ser, mas sou e... então ok” me fez perceber que haverá situações nas quais não vou saber lidar bem, vai ser algo novo. Como em tudo onde há mudança, haverá riscos. Riscos trazem consequências. Aí sorrio e penso: “Consequências? Lidarei com elas qdo elas chegarem. Se chegarem...”.
Outra coisa que sou e vinha não só não-reconhecendo como fighting against é: forte. Sou forte. Aguento mesmo os trancos. Levo as porradas e levanto. Acho que a minha vida tem muito a ver com esta minha personalidade. Fui afortunada em vários aspectos e eu reconheço isso, então... como não levantar na hora da porrada?? Pô, como não levantar se, em outros momentos (sendo eles a maioria), eu tenho tanta coisa boa? Ficar reclamando, choramingando? Não! Bora pra frente. Ser forte não é nada fácil, apesar dos outros sempre me dizerem que é melhor ser assim. Até acredito, mas believe me too: também dói ser forte. Dói aguentar. Dói pq tem vezes que vc não quer aguentar, que vc quer que cuidem por vc. Dá até preguiça ser forte, mas aí vem a ironia: ser forte é mais forte que a gente. É assim e pronto. O grande lance, a grande sacada que tive há alguns dias foi exatamente sobre isso, sobre o turning point de como me desenvolver e aprimorar este meu lado da força... se me dói ser forte, pq não tentar viver o outro lado? Mostrar a dor? E foi o que fiz. Mostrei. Aliás, escancarei (afinal de contas, o forte não faz pela metade... o outro que se vire pra aguentar o tranco – cada um com seus problemas). Abri mesmo que tava doendo e chorei. Caceta, chorei na frente do outro. E percebi que ali era eu tentando melhorar. Querendo sair da minha zona de conforto, que é ser forte, e mostrar que tenho o lado frágil também. É difícil fazer isso, mas já que sou forte, deveria conseguir, né? Quero me melhorar, não quero ser forte sempre. Ali ficou marcado um dos meus primeiros passos pra sair do meu “easy state of being”. Era eu me mostrando. E quer saber? Foi bom pacas. Dividi com o outro. Percebi que, se tivesse sido “forte” once again, teria ido pra casa com tudo nos meus ombros e meu choro teria sido apenas meu. Foi uma lição legal de se aprender. Aprendi que, acima de tudo, ser forte é saber ser frágil, forte é mostrar que dói, forte é dividir. Esta já foi a lição número 2: ironicamente, aprendi a ser mais forte ainda...
Como dizem: “The whole is greater than the sum of the parts.”, ou seja, eu ser eu inteira é melhor que pela metade. E, mesmo estando pela metade às vezes, conseguimos voltar ao estado inteiro. Este twist de “sou, não quero ser, mas sou e... então ok” me fez perceber que haverá situações nas quais não vou saber lidar bem, vai ser algo novo. Como em tudo onde há mudança, haverá riscos. Riscos trazem consequências. Aí sorrio e penso: “Consequências? Lidarei com elas qdo elas chegarem. Se chegarem...”.
Direto do túnel do tempo... 2006, mientras en Índia.

Algo escrito no dia 13/sep/2006 quando eu estava vivendo e aprendendo na Índia. Não acho mesmo que resolvi colocar este texto aqui hoje "do nada".
Hoje resolvi vir escrever um pouco mais sobre feelings do que acontecimentos.
As crianças são ótimas, meu amor cresce a cada dia. Cada uma tem suas qualidades e falhas e tudo é bonito de se ver. Estou aprendendo muito com elas.
Estou aprendendo a ser eu mesma cada vez mais. Não sei bem como explicar isso. Parece simples e parece como algo que sempre foi assim, mas não é nem uma coisa, nem outra. A gente se modifica muito pra agradar, pra tentar fazer bonito, pra evitar conflito e às vezes até se perde na gente mesmo, em nossas crenças e vontades. Estou aprendendo a ver cada momento como MEU e que, por isso, devo usá-lo da melhor maneira possível. E isso as crianças tem me mostrado muito: elas não conhecem ontem ou amanhã. Pra elas é tudo agora. Nao é nem mesmo "hoje". É AGORA. Se tá bom, elas aproveitam. Se tá ruim, choram, fazem cara feia, falam no idioma que não entendo, mas RESOLVEM. Lindo observar isso. E outra: se eu tive que chamar a atenção de um deles e este um ficou bravinho, ok... pq daqui a 10mins tudo muda de novo, assim como a vida (sempre mudando). Aí aparece uma situação diferente e lá estamos nós brincando again ou eu dando comida pra ele ou ele dizendo: "Julie Auntie, can I use the markers?" Y ya está... todo arreglado. Tudo no "AGORA", neste único momento presente que, se pararmos pra pensar, já foi.
Com isso, tenho visto muitas coisas sob outra perspectiva: a comida que eu como, o banho que tomo, a força do sol, a chatice do barulho do trem (que tá, cada vez mais, incomodando menos!)... tudo com outro sentido. Não quero parecer zen, quero apenas dizer isso mesmo: bom dar mais atenção ao que estamos fazendo AGORA. Faz a vida ter uma simplicidade e uma "praticidade" bem maiores. Cool. Sempre temos a escolha de ver a vida como queremos, não necessariamente como achamos que ela é: até pq, o quê é, REALMENTE, a REALIDADE? No one knows (a realidade está nos olhos de quem vê, logo, cada um tem a sua e nenhuma é em comum). Com isso, fecho meu pensamento com a opinião de que todos deveríamos viver como as crianças: no agora. :o) Simple: wherever you are, be there!!
Monday, March 22, 2010
Kaballah: Suave na Nave (as per Dani)!

Kaballah: suave na nave (logo dado pela Dani pra decoração da espaçonave no palco)
Orbital: não me lembro bem, pois não houve logo-pérola como o acima.
Pra variar, nos encontramos na casa do BaleiroMan e do Maverick pra forrar os estômagos com pizzas (que BaleiroMan muito sabiamente surrupiou a última fatia de Marguerita antes que acabasse no prato do Andrew) e preparar os ânimos pra tamanha maratona. Houve novos integrantes: Thiago, 16 anos, identidade falsificada, alto (que ajudava a disfarçar a idade), mas que ainda precisaria engrossar mais a voz caso fosse questionado sobre o estado no qual se encontrava a identidade (hehe, esta da voz não foi autoria minha). Diego, não sei quantos anos, mas sei que está se formando em Administração, mas que bem poderia ser em Mktg., pq o menino vem pedir emprego em plena rave. Isso é que é saber se vender. Andrew o escutou e deu força (bonitinho!). Eu, mais direta (mas nem por isso menos simpática), dei um dos meus sorrisos amáveis e falei: “me manda teu CV na segunda”. Acho que ali voltamos a escutar a “banda” (como Andrew define DJs tocando em raves) e acabou o assunto de trabalho – pelo menos pra mim.
A festa começou de um jeito e terminou de outro totalmente diferente (que bom!). Começou com tensão, certa preguiça (e até piriri!) e terminou leve, relaxada, feliz. Certa ironia do destino: o mesmo lugar onde tudo começou, foi também um REcomeço. Isso deu um toque todo especial à festa.
E falando em toque especial, percebemos como as gerações são realmente diferentes: Thiago dançou Macarena em plena rave (olha que menino desprendido de momentos e modas!), enquanto seu tio, BaleiroMan, tentava até se lembrar da letra pra entrar na onda. Família serve pra isso, né não? Zoar e participar. Já amigos servem só pra zoar: Dani, Andrew e eu gargalhávamos, mas participar?? Ah, não.
Confesso que o tempo passou de forma muito estranha nesta festa (será que eu realmente fiquei suave na nave? Fui abduzida pra outro tempo e espaço?). Lembro de algumas cenas com absurda nitidez de tudo: som, visual, toque, sensação (alívio e alegria), já outras... não sei bem descrever, mas é como se eu ouvisse tudo de longe e processasse bem depois, quando já nem valia mais a pena dar uma réplica (mesmo que, por dentro, quisesse falar algo...).
Lembro de ter sido comparada com um armário cheio de gavetas, que cada uma era de uma cor e representava “coisas” diferentes com relação a mim. Esta foi uma das que lembro com a nitidez acima descrita. E o mais legal: fiquei mó contente com a comparação. Vai entender as alegrias de cada ser...
Lembro também da Dani lançar um olhar “estrela de cinema” ao me dizer em tom ameaçador e carinhoso (que mistura, hein?): “Juliana, nunca mais faça isso de se afastar de mim por tantas horas.” Aí que me pego pensando: “foram mesmo horas??”. O tempo realmente estava diferente pra mim. De qualquer forma, assimilei o recado dado e dali pra frente, ficamos mais próximas again. Quer dizer, mais ou menos, pq a menina não parava nunca mais de mexer as perninhas e os bracinhos à la “soldadinho de chumbo” (sua marca registrada).

Houve 2 malucos que queriam mostrar pro mundo que “felicidade é gratuita” e pediam aos casais da festa que demonstrassem isso através de beijos apaixonados. Não tinha mesmo como ver a cena e não sorrir. Adorei a ideia e lembramos na hora da campanha “Free Hugs”. Galera, o negócio funciona mesmo: todos sorrimos! Teve até ceninha de filme em abraçar a menina e abaixá-la pela cintura pra um beijo mais “tchan”. E a alegria que isso traz? Priceless!! Coincidência-mor: 2 casais fizeram a mesma cena no mesmo momento e um não viu o outro. Apenas ao relatar este "conto", fiquei sabendo. Galera que é unida faz coisas simultâneas. (até a levantadinha de pé!). E um dos malucos trabalha com moda e elogiou o casal “mais estiloso da rave”. Esta turma só anda com pessoas selecionadas.
Comentário máximo do BaleiroMan sobre a meteorologia: 10mins de chuva e 1000 chapinhas estragadas. Simplesmente sensacional! E houve outro super comentário: disse pra Dani que, na minha ausência, ele me representa. E o pior: Ju ficou com ciúmes e ele se deu bem dizendo "represento a Dani também na ausência dela". A alegria reina solta!!Quando Ju se cansou e agachou, Andrew, super companheiro, agachou junto e até comentou: “este momento tem que constar no teu blog. Nós 2 agachadinhos aqui no meio da multidão”. Engraçado que a Ju não havia nem percebido a multidão... Ela simplesmente sorriu e concordou com um “tá bom”. Aliás, esta foi uma boa descrição dos 2 na noite: ele mega gentleman e companheiro e ela, mega obediente. Ele falava e ela sorria. Ele dizia “vem”, ela respondia “vou”. Famosa lei de que toda ação tem sua reação. Ele até sugeriu que ela relatasse com mais afinco a parte da “corrida das cadeiras” no post sobre o show do A-ha. Will do that sometime soon...
Sentimos falta da Claudinha e até cogitamos ligar pra ela, mas alguém distraiu o assunto e nesta turma é assim: distraiu, ferrou. However, ela esteve presente com a gente! Será que ela teria ido de Cinderella de novo? Imaginem uma Cinderella dançando Macarena dentro de uma nave?!
Já na saída da festa, Ju fez jus à mochila que Andrew carregou a noite inteira sem reclamar quando sugeriu: “vamos deitar na grama?? Trouxe canga pra isso e a grama tá tão verdinha!”. Comprova-se once more que o rapaz estava mesmo companheiro quando respondeu: “vamos!”. Durou mais de 1h esta pequena “deitadinha”. Me remeteu na hora aos parques de Londres, onde a gente levava apetrechos e lanchinhos e ficava tomando sol. Ah, foi legal ser “transportada mentalmente à Europa” que tanto gosto. Parecia um daqueles music festivals e a alma se alegrou once again.
Devido à minha entrada num timewarp, não consigo bem relatar a festa com detalhes, então deixo aqui estas imagens que valem mais que palavras. :o) Till next time!!
Friday, March 19, 2010
Last night a DJ saved my life 2x
O título acima é nome de uma música (ótima, aliás, super dançante). Deveria adptá-la pra "last night a band saved my life" já que foi uma bandinha que toca anos 80/90 que lavou minha alma. Vou adaptar outra coisa: "quem DANÇA seus males espanta". Isso unido ao meu repertório jukebox que tenho na cabeça, faço jus ao correto "quem CANTA seus males espanta". Na boa, dançar + cantar = o melhor remédio. Vixe... hoje estou só na adaptação!! Afinal de contas, não é "rir é o melhor remédio"?? Ah, tá valendo!! Quem dança, canta, espanta seus males, sacode, levanta a poeira e dá a volta por cima só pode resultar em rir mesmo. Não sei bem se ri ou se sorri, o importante é que emoções eu viviiiii!! Hahaha, mais uma adaptação (e esta veio do nada pq estava só escrevendo da minha dúvida se sorri ou se ri).
Bom, quero entrar um pouco no tema "rir" x "sorrir". Pra mim, sorrir é muito mais valioso que rir pq "rir de tudo é desespero" e só conseguimos sorrir quando estamos realmente com vontade de. Sorrir por sorrir fica estampado que é aquela coisa amarela, forçada. Risada também pode ser forçada, claro, e aí é que ela perde sua preciosidade. Pq pode ser pra acobertar algo. Sorriso não. É justamente pra escancarar algo.
O gostoso da risada honesta é o sentimento que ela traz. Nossa... alivia mesmo (vide o ditadinho de ser o melhor remédio!) e desce redondo. Rejuvenesce. Emagrece. Molda o rosto pra algo bom, diferente (já repararam que depois de uma noite regada a boas risadas, vc pode até acordar com o corpo cansado, mas parece que teve o sono dos deuses??).
E o sorriso honesto?? Putz, sem comentários. É aquele que desbanca, que te tira o rebolado, que te mexe, remexe e você sabe ali, naquele instante, que ferrou. Bom ser ferrado neste sentido.
Eu adoro sorrir, fazer sorrirem, lavar a alma e fazer almas serem lavadas. A Dani, grande amiga-irmã-namorada-cúmplice-presente, me disse sábado passado: "Ju, vc é feliz. Você contagia. Você nasceu pra alegrar as pessoas." Só ela não reparou que quem me alegrou e me deixou feliz foi ela. Por isso, a agradeço. Agradeço também a cada um que me faz, fez e fará sorrir. You make a difference.
E deixo meu sincero "de nada" (de coração mesmo) àqueles a quem já dei e deixei um sorriso marcado neles. O prazer foi todo meu.
Thursday, March 18, 2010
Minha criança
Deixando a psicologia aparte (até pq não é minha área de especialização – hum... isso me remete à uma pergunta: qual É a minha especialização?? – sorry, tema pra outro texto...), todos sabemos que temos uma criança ainda dentro de nós.
Nossa criança interna é algo nosso, só nosso e nosso até morrermos. Olha que grande beleza e responsabilidade temos com isso. A beleza de ter sempre aquela coisinha interna que vai “cry out for more”, perguntar mais, ser espontânea, viva, criativa, leve, ingênua sem perder a força (já repararam como crianças são resilientes??) e também a responsabilidade grande, enorme de não deixarmos morrer tudo que escrevi aí de tão legal... não deixar que a nossa criança padeça dentro de nós. Imagine que grande fardo saber que você matou a você mesmo, mas continua vivo?? Não. Eu opto pela segunda opção. Por deixá-la viva. E não somente “deixá-la viva”, mas sim alimentá-la com vida.
Eu opto por levá-la comigo pra onde quer que eu vá e tentar ver o mundo através dos olhos dela, olhos curiosos que passam sentimento de que tudo é novidade (por mais conhecido que algo já seja). A levo comigo a cada sorriso que dou pq sorrio pq quero, não por educação. A levo comigo quando me escuto gargalhar numa situação complicada de adulto e ela me diz lá dentro “ai, saco... resolve logo pra ir ao cinema”.
A carrego também nas horas da preguiça, do medo genuíno de alguma coisa que ficou sem esclarecer, sem entender...
E a levo na hora da saudade do pai que já foi e dos conselhos que ficaram sem ser recebidos por falta de tempo.
A levo nas horas de profundos mistérios e solidões que acometem a alma, no recuo de algo violento ou de um susto inexplicável. A carrego também na necessidade de uma poderosa proteção e dos abraços calorosos que são tão bem-vindos.
Pensando bem... eu não a levo a lugar algum. Ela é que me leva.
Hahahaha, e agora a parte que prova que tenho mesmo uma criança!! Recebi ontem de uma amiga um teste pra gente saber qual a boneca seríamos... olha o meu resultado (por isso a imagem acima):
Emília
Criativa e intensa em tudo que faz. Seu jeito excêntrico chama atenção e colabora para que você conquiste a todos de primeira. Nunca perca sua espontaneidade. Aproveite sua alegria de viver e faça com que as pessoas a sua volta desfrutem também dela.
Nossa criança interna é algo nosso, só nosso e nosso até morrermos. Olha que grande beleza e responsabilidade temos com isso. A beleza de ter sempre aquela coisinha interna que vai “cry out for more”, perguntar mais, ser espontânea, viva, criativa, leve, ingênua sem perder a força (já repararam como crianças são resilientes??) e também a responsabilidade grande, enorme de não deixarmos morrer tudo que escrevi aí de tão legal... não deixar que a nossa criança padeça dentro de nós. Imagine que grande fardo saber que você matou a você mesmo, mas continua vivo?? Não. Eu opto pela segunda opção. Por deixá-la viva. E não somente “deixá-la viva”, mas sim alimentá-la com vida.
Eu opto por levá-la comigo pra onde quer que eu vá e tentar ver o mundo através dos olhos dela, olhos curiosos que passam sentimento de que tudo é novidade (por mais conhecido que algo já seja). A levo comigo a cada sorriso que dou pq sorrio pq quero, não por educação. A levo comigo quando me escuto gargalhar numa situação complicada de adulto e ela me diz lá dentro “ai, saco... resolve logo pra ir ao cinema”.
A carrego também nas horas da preguiça, do medo genuíno de alguma coisa que ficou sem esclarecer, sem entender...
E a levo na hora da saudade do pai que já foi e dos conselhos que ficaram sem ser recebidos por falta de tempo.
A levo nas horas de profundos mistérios e solidões que acometem a alma, no recuo de algo violento ou de um susto inexplicável. A carrego também na necessidade de uma poderosa proteção e dos abraços calorosos que são tão bem-vindos.
Pensando bem... eu não a levo a lugar algum. Ela é que me leva.
Hahahaha, e agora a parte que prova que tenho mesmo uma criança!! Recebi ontem de uma amiga um teste pra gente saber qual a boneca seríamos... olha o meu resultado (por isso a imagem acima):
Emília
Criativa e intensa em tudo que faz. Seu jeito excêntrico chama atenção e colabora para que você conquiste a todos de primeira. Nunca perca sua espontaneidade. Aproveite sua alegria de viver e faça com que as pessoas a sua volta desfrutem também dela.
Out of season Xmas
Every year I ask myself: why must we celebrate love just one day a year? Why must we remember to say “thank you” on a larger scale and embrace our beloved ones just on this specific day?
On the other hand, I also wonder how inconsistent we are to the whole “concept of love” since there are so many cases in which we express our “love” in a forced (and dare I say, even hypocritical) way. I mean, do you all REALLY love spending time with that aunt of yours who always brags about everything? Or do you really enjoy spending so much money on gifts for people you don’t call all other 364 days of the year? Or would you rather spend time with just the ones you really want to be with and act as the date preaches you: with LOVE?
I am therefore proposing that people get a grip of themselves and look around. Look first at yourself and question how much love you still have left inside apart from all the “duties”. I am talking about LOVE. After weighting it inside, think about the people whom you’d like to give some it to. Then simply act towards them as you would in Xmas, but in a much more sincere way: just for the sake of WANTING to do it and not because some date on the calendar tells you to.
Greet them amably. Smile from the soul. Caress them whenever you want. Surprise them with a gift (be it a flower plucked from someone’s garden!). Treat them kindly. Measure your words and use those that can actually make a GOOD difference, not indiference... Be friendly. Friendship goes a long, long way.
Look into their eyes and let your own shine so they know, even without words, that love is showing there. You’ll be surprised to see how that circle goes around. It is an exponential action.
And of course, OBSERVE! Observe how you will see more glowing eyes around and towards you.
And then… when Xmas, this will be automatic for you. The date will finally make more sense to everyone and the guy who celebrates his birthday on Dec. 25th will also thank you heartfelt.
On the other hand, I also wonder how inconsistent we are to the whole “concept of love” since there are so many cases in which we express our “love” in a forced (and dare I say, even hypocritical) way. I mean, do you all REALLY love spending time with that aunt of yours who always brags about everything? Or do you really enjoy spending so much money on gifts for people you don’t call all other 364 days of the year? Or would you rather spend time with just the ones you really want to be with and act as the date preaches you: with LOVE?
I am therefore proposing that people get a grip of themselves and look around. Look first at yourself and question how much love you still have left inside apart from all the “duties”. I am talking about LOVE. After weighting it inside, think about the people whom you’d like to give some it to. Then simply act towards them as you would in Xmas, but in a much more sincere way: just for the sake of WANTING to do it and not because some date on the calendar tells you to.
Greet them amably. Smile from the soul. Caress them whenever you want. Surprise them with a gift (be it a flower plucked from someone’s garden!). Treat them kindly. Measure your words and use those that can actually make a GOOD difference, not indiference... Be friendly. Friendship goes a long, long way.
Look into their eyes and let your own shine so they know, even without words, that love is showing there. You’ll be surprised to see how that circle goes around. It is an exponential action.
And of course, OBSERVE! Observe how you will see more glowing eyes around and towards you.
And then… when Xmas, this will be automatic for you. The date will finally make more sense to everyone and the guy who celebrates his birthday on Dec. 25th will also thank you heartfelt.
F.RiEND(ship)

Em 19 de novembro de 2009, deixei o seguinte comment sobre AMIZADE no blog de uma colega. Este blog era um dos trabalhos de conclusão de curso da faculdade dela e o tema era "AMIGOS COM LETRA MAIÚSCULA". Após ler o que ela e seu grupo escreveram, decidi postar o seguinte:
Amigo é tesouro. Precioso, ainda por cima. Aqueles que conhecemos num dia e parece que já conhecíamos há um tempão são aqueles a quem devemos prestar atenção e dizer "tem algo especial aqui". São presentes "do nada".
Os amigos que temos através da construção e manutenção da amizade são nossos cúmplices. Os olhares revelam a alma e a cara revela a alegria.
Viva à amizade e à felicidade que ela nos traz!! :o)
These dreams go on when I close my eyes...

Hoje sonhei com a constelação de ÓRION (existe??) e ela era em formato de um caçador com arco e flecha e tinha conexão com as 3 Marias. Elas 3 piscavam forte dentro desta constelação (que era o "sinalizador" de que era ÓRION mesmo). Quando olhei e mostrei pros outros, falei: "olhem rápido pq qdo as 3 Marias piscam, esta constelação some". Foi exatamente assim... como se as estrelas se misturassem e virassem um espiral umas nas outras, deixando um rastro de "pó celestial". Aí sumiu. Muito lindo.
Sonhei também que estava num barco-navio à noite e, sem querer (meio que querendo), me joguei na água, mas estava presa por cordas ao barco. MORRO de medo de água escura, à noite... Não gosto de não saber o que há debaixo dos meus pés, a sensação de que algo pode vir e "pegar" minhas pernas me dá um certo nervoso. Aí eu pensei, no sonho: "fica boiando... olhe por outra perspectiva..." (coisa que adoro fazer sempre, quem me conhece, sabe disso... virar a cabeça upside-down, ver a cara das pessoas no cinema, andar de costas, deitar no banco do carro pra não ver só o que está à frente, mas dos lados e em cima and so on...). Daí comecei a ver as árvores (árvores em pleno mar - por isso adoro sonhos!!) de baixo pra cima, via as estrelas no céu, sentia a água no corpo e pensava como ela me acalma, em vez de dar medo, e esta sensação foi uma delícia. Sentia o vento na cara por estar fora da água, o jeito que a água me "abraçava" enquanto vi o céu escuro em cima de mim como um cobertorzinho,mas aí me dei conta do escuro, lembrei do mar embaixo de mim e o medo voltou. Por mais que tentasse voltar ao estado de antes, meu consciente não aguentou e gritei pro meu irmão (que tava "dirigindo" o barco) me içar de volta.
Wednesday, March 17, 2010
A casa da Ju é "na mata"
Sábado regado a elementos-surpresa (bem como a Ju gosta). Tudo começou há um tempo atrás na ilha do sooool... desculpem-me. Me empolguei com minha veia desafinada, porém cheia de letras na cabeça.
Recomeçando: tudo começou com a sugestão de um churras sem local e sem churrasqueira. Hum... interesting, huh? Mesmo depois de ter sido sugerido (só pra não perder o get together e os amigos) usarem “o espacinho de trás de Ju” e comprar uma churrasqueira daquelas portáteis (e eu achava que a galera era fina... hahaha!), o churras não saiu e pensamos em festinha. Ah há! Aí vcs pensam que a festinha saiu? Ledo engano! Não houve quórum, mas a casa dobrou de volume quando BaleiroMan e Andrew arrived: tinham só Dani e Ju, logo, aumentou em 100% (ó que bacana isso: tudo nesta vida depende da perspectiva pela qual é olhada!). Ninguém aguentou o set de músicas anos 80 e 90 escolhidos respectivamente por A e J (passando de A-HA para “Minha pequena Eva”). Gente, desculpe, mas vodka LEVEL deixa a gente no estado literal da bebida: num NÍVEL que ninguém entende (vide escolha musical da Ju).
Aí a dona da casa, possuída pelo espírito do Rica, sugere de todos saírem (com a exceção de que ela foi junto e não pra outro lado, como o dono do espírito possuidor).
Começou a saga de “????”, meaning: “pra onde vamos?”, “mas tem mais gente vindo”... e etc. Caso do Felipe resolveu-se com um “espera a gente no posto que estamos chegando”. Ligamos pra Ms. Bachega e ela falou algo do tipo (não posso bem relatar pq não fui eu que falei com ela, mas deve ter sido assim...): “decide aí e me avisem...”. BaleiroMan deixou carro na casa da Ju e fomos com carro do A e do F (me remeteu a cenas de desenho animado, mas isso é piada interna...).
Houve um elemento-chave pra sairmos de casa que acabei me esquecendo de mencionar: Tina (ou Tati, já nem eu sei mais). Ela que motivou BaleiroMan a vestir calça-jeans STYLE do Andrew já que ele tinha ido com bermuda-de-quem-torce-e-se-veste-como-um-curitianu-danadu. Salve Andrew pela calça (!), afinal de contas, mas a primeira impressão é a que fica por um tempo (se eu tivesse aware do grau alcóolico da Tina antes de chegar lá, teria deixado o BaleiroMan chegar de cueca, se quisesse, pois a moiçola estava pra lá de Casablanca).
Vaca Véia: bar lotaaaaado e todos com cara de “e agora, josé?” pq quem tava dentro não saia, quem tava fora, não entrava (gente, isso não é um samba??). Não se podia mais beber lá fora pela lei do “psiu” (de silêncio mesmo, mas tinha tanta gente que mais parecia psiu de “ei, vc, gatinha...”) e lá dentro, onde se podia beber, não se entrava. Bom, hein?
Mr. Andrew Draga sugere coxinha da Offner e os outros dragas já se deliciam com a idéia. Claro que usamos a desculpa de “estamos fazendo apenas um team-work o acompanhando”, então todos comeram (olha o tamanho do trabalho em equipe!), mas só um pagou (quem mandou sugerir?). Cara de “e agora, josé?” de novo. O grupo gosta de ficar com esta cara em esquinas famosas do Itaim. Deveríamos fazer isso mais vezes...
Alguém (não sei a quem devo agradecer pela idéia) lembrou do fundo de quintal da casa da Ju e falou “galera, tem Na Mata”. Afinal de contas, se vcs achavam que a casa da Ju era na Raposo, ledo engano de novo. Surpresa pra quem não sabia: o “espacinho lá no fundo” que ela ofereceu nada mais era nada menos que uma segunda casa, cheia de pessoas (não tão felizes como back in 2005, mas tá valendo), com direito a drink próprio (JULIE!!: vodka com gelo e UM morango pro drink ficar sexy – gente, UM só!) e show particular do multi-task Milton Guedes (violão, guitarra, gaita, sax, voz, mãos, sorriso, manicure, pedicure e yakisoba). O cara arrasou nas adaptações musicais de sons estrangeiros com lyrics das músicas brasileiras. Ainda bem que isso salvou a noite, pois o DJ que-só-toca-40-segundos-de-cada-música estava cansando até os mais empolgados como Akio e Ju (que eram os únicos que faziam jus ao nome pista de DANÇA – os que lá estavam somente se faziam de poste). Apagam-se as luzes e aí... adivinhem!! O grupo faz DE NOVO (!!!) sua cara de “e agora, josé???” pq ninguém sabia do que se tratava a banda!! HAHAHA, manés que são manés mesmo são assim. E o melhor: se divertem horrores!!
O legal do grupo é a total diversidade: cada um executou teu papel ali de forma priceless. Ju e Andrew: os sem-noção de shorts na balada, Dani: perdidinha-achadinha, Akio: único japa alto e doido, Felipe (vejam abaixo), BaleiroMan: a alegria do grupo, Claudia: a Cinderela da balada. Até o Zeca que não foi, esteve presente pq ganhou trilha sonora (“não sei pq vc se foi / qtas saudades eu senti...). Lembramos de vc, Maverick. Baleiro se esqueceu de tudo (hmmmm... a vodka dele era mais forte que a minha), mas antes disso distribiu porções de sua alegria pro Andrew, pra Ju e pra Dani. Felipe que é novo no grupo, mas altamente aceito depois de executar dancinha-paga-mico-ingresso-pra-galera, ficou catatônico (algo que não conhecíamos no rapaz) ao ver J e D exchange selinhos. Akio e Ju pareciam gnomos pq estavam everywhere (melhor aproveitamento por metro quadrado já existente), enquanto outros conseguiam se fazer passar por Gasparzinhos. Hum. Entendi. Claudia foi abduzida por BaleiroMan sei lá pra qual realidade (já que ele se “esqueceu de tudo”), enquanto Andrew sabia de tudo que rolava com todos e, como de costume, fazia a galera se divertir. Houve até momento-estádio em plena balada quando Andrew, Akio e Ju se abraçaram e fizeram torcida (torciam tanto que até pulavam – o que remeteu à uma mistura de torcida de futebol com barreira de jogadores na falta). Houve momento Flashdance da Ju e Felipe imitando a corridinha da muiézinha do filme, até Claudia (de volta do seu passeio com BaleiroMan) dizer “não, não, agora vai ter que saltar”. E falou perto de quem? Ju e Andrew. Hahaha, macaco gosta de banana?? Ju deu passinhos pra trás na hora pra pegar impulso e Andrew dobrous os joelhos e bateu palmas dizendo “vem!” como um goleiro se preparando pro pênalti (estádio again). E lá vai Ju... Jesus. Pobre Andrew. Quase fica com o nariz do tamanho do dela depois da porrada que ela deu ao pular nele. Super gentleman, ele sorri (não a larga no chão!!) e diz “de novo”. Pensando em retrospectiva: que mico, hein, galera?? HAHAHA! Olha, me desculpem, mas daqui pra frente lembro de ter sentido mto calor, ficar mais molinha e sorridente, querer meus óculos de sol e... acordar às 10h. Acho que relaxei com tamanha alegria!
Ah!! Aprendi o turning point de quando a gata vira borralheira: quando Bachega toda Cinderela manda ver uma coxinha em 13 segundos às quase 4am com uma maestria que ninguém imita!
Como todo bom conto, tenho um “PS:”... PS: lembro também de cantar (again!) A-HA em alto e bom tom em parceria com Andrew na volta pra casa, mas desta vez com 2 elementos fundamentais: cantamos afinados (uh-huuu!) e com a platéia super especial da Dani, que até vibrou (só não bateu palma por puro estado derretido no banco de trás). A outra metade da platéia não aguentou e capotou ao lado dela (BaleiroMan), mas tenho certeza que acordou com A-HA na cabeça no domingo sem saber o pq...
Recomeçando: tudo começou com a sugestão de um churras sem local e sem churrasqueira. Hum... interesting, huh? Mesmo depois de ter sido sugerido (só pra não perder o get together e os amigos) usarem “o espacinho de trás de Ju” e comprar uma churrasqueira daquelas portáteis (e eu achava que a galera era fina... hahaha!), o churras não saiu e pensamos em festinha. Ah há! Aí vcs pensam que a festinha saiu? Ledo engano! Não houve quórum, mas a casa dobrou de volume quando BaleiroMan e Andrew arrived: tinham só Dani e Ju, logo, aumentou em 100% (ó que bacana isso: tudo nesta vida depende da perspectiva pela qual é olhada!). Ninguém aguentou o set de músicas anos 80 e 90 escolhidos respectivamente por A e J (passando de A-HA para “Minha pequena Eva”). Gente, desculpe, mas vodka LEVEL deixa a gente no estado literal da bebida: num NÍVEL que ninguém entende (vide escolha musical da Ju).
Aí a dona da casa, possuída pelo espírito do Rica, sugere de todos saírem (com a exceção de que ela foi junto e não pra outro lado, como o dono do espírito possuidor).
Começou a saga de “????”, meaning: “pra onde vamos?”, “mas tem mais gente vindo”... e etc. Caso do Felipe resolveu-se com um “espera a gente no posto que estamos chegando”. Ligamos pra Ms. Bachega e ela falou algo do tipo (não posso bem relatar pq não fui eu que falei com ela, mas deve ter sido assim...): “decide aí e me avisem...”. BaleiroMan deixou carro na casa da Ju e fomos com carro do A e do F (me remeteu a cenas de desenho animado, mas isso é piada interna...).
Houve um elemento-chave pra sairmos de casa que acabei me esquecendo de mencionar: Tina (ou Tati, já nem eu sei mais). Ela que motivou BaleiroMan a vestir calça-jeans STYLE do Andrew já que ele tinha ido com bermuda-de-quem-torce-e-se-veste-como-um-curitianu-danadu. Salve Andrew pela calça (!), afinal de contas, mas a primeira impressão é a que fica por um tempo (se eu tivesse aware do grau alcóolico da Tina antes de chegar lá, teria deixado o BaleiroMan chegar de cueca, se quisesse, pois a moiçola estava pra lá de Casablanca).
Vaca Véia: bar lotaaaaado e todos com cara de “e agora, josé?” pq quem tava dentro não saia, quem tava fora, não entrava (gente, isso não é um samba??). Não se podia mais beber lá fora pela lei do “psiu” (de silêncio mesmo, mas tinha tanta gente que mais parecia psiu de “ei, vc, gatinha...”) e lá dentro, onde se podia beber, não se entrava. Bom, hein?
Mr. Andrew Draga sugere coxinha da Offner e os outros dragas já se deliciam com a idéia. Claro que usamos a desculpa de “estamos fazendo apenas um team-work o acompanhando”, então todos comeram (olha o tamanho do trabalho em equipe!), mas só um pagou (quem mandou sugerir?). Cara de “e agora, josé?” de novo. O grupo gosta de ficar com esta cara em esquinas famosas do Itaim. Deveríamos fazer isso mais vezes...
Alguém (não sei a quem devo agradecer pela idéia) lembrou do fundo de quintal da casa da Ju e falou “galera, tem Na Mata”. Afinal de contas, se vcs achavam que a casa da Ju era na Raposo, ledo engano de novo. Surpresa pra quem não sabia: o “espacinho lá no fundo” que ela ofereceu nada mais era nada menos que uma segunda casa, cheia de pessoas (não tão felizes como back in 2005, mas tá valendo), com direito a drink próprio (JULIE!!: vodka com gelo e UM morango pro drink ficar sexy – gente, UM só!) e show particular do multi-task Milton Guedes (violão, guitarra, gaita, sax, voz, mãos, sorriso, manicure, pedicure e yakisoba). O cara arrasou nas adaptações musicais de sons estrangeiros com lyrics das músicas brasileiras. Ainda bem que isso salvou a noite, pois o DJ que-só-toca-40-segundos-de-cada-música estava cansando até os mais empolgados como Akio e Ju (que eram os únicos que faziam jus ao nome pista de DANÇA – os que lá estavam somente se faziam de poste). Apagam-se as luzes e aí... adivinhem!! O grupo faz DE NOVO (!!!) sua cara de “e agora, josé???” pq ninguém sabia do que se tratava a banda!! HAHAHA, manés que são manés mesmo são assim. E o melhor: se divertem horrores!!
O legal do grupo é a total diversidade: cada um executou teu papel ali de forma priceless. Ju e Andrew: os sem-noção de shorts na balada, Dani: perdidinha-achadinha, Akio: único japa alto e doido, Felipe (vejam abaixo), BaleiroMan: a alegria do grupo, Claudia: a Cinderela da balada. Até o Zeca que não foi, esteve presente pq ganhou trilha sonora (“não sei pq vc se foi / qtas saudades eu senti...). Lembramos de vc, Maverick. Baleiro se esqueceu de tudo (hmmmm... a vodka dele era mais forte que a minha), mas antes disso distribiu porções de sua alegria pro Andrew, pra Ju e pra Dani. Felipe que é novo no grupo, mas altamente aceito depois de executar dancinha-paga-mico-ingresso-pra-galera, ficou catatônico (algo que não conhecíamos no rapaz) ao ver J e D exchange selinhos. Akio e Ju pareciam gnomos pq estavam everywhere (melhor aproveitamento por metro quadrado já existente), enquanto outros conseguiam se fazer passar por Gasparzinhos. Hum. Entendi. Claudia foi abduzida por BaleiroMan sei lá pra qual realidade (já que ele se “esqueceu de tudo”), enquanto Andrew sabia de tudo que rolava com todos e, como de costume, fazia a galera se divertir. Houve até momento-estádio em plena balada quando Andrew, Akio e Ju se abraçaram e fizeram torcida (torciam tanto que até pulavam – o que remeteu à uma mistura de torcida de futebol com barreira de jogadores na falta). Houve momento Flashdance da Ju e Felipe imitando a corridinha da muiézinha do filme, até Claudia (de volta do seu passeio com BaleiroMan) dizer “não, não, agora vai ter que saltar”. E falou perto de quem? Ju e Andrew. Hahaha, macaco gosta de banana?? Ju deu passinhos pra trás na hora pra pegar impulso e Andrew dobrous os joelhos e bateu palmas dizendo “vem!” como um goleiro se preparando pro pênalti (estádio again). E lá vai Ju... Jesus. Pobre Andrew. Quase fica com o nariz do tamanho do dela depois da porrada que ela deu ao pular nele. Super gentleman, ele sorri (não a larga no chão!!) e diz “de novo”. Pensando em retrospectiva: que mico, hein, galera?? HAHAHA! Olha, me desculpem, mas daqui pra frente lembro de ter sentido mto calor, ficar mais molinha e sorridente, querer meus óculos de sol e... acordar às 10h. Acho que relaxei com tamanha alegria!
Ah!! Aprendi o turning point de quando a gata vira borralheira: quando Bachega toda Cinderela manda ver uma coxinha em 13 segundos às quase 4am com uma maestria que ninguém imita!
Como todo bom conto, tenho um “PS:”... PS: lembro também de cantar (again!) A-HA em alto e bom tom em parceria com Andrew na volta pra casa, mas desta vez com 2 elementos fundamentais: cantamos afinados (uh-huuu!) e com a platéia super especial da Dani, que até vibrou (só não bateu palma por puro estado derretido no banco de trás). A outra metade da platéia não aguentou e capotou ao lado dela (BaleiroMan), mas tenho certeza que acordou com A-HA na cabeça no domingo sem saber o pq...
Aos Peregrinos da Platéia Superior

São Paulo, 10 de março de 2010 (data começa que começa com 10 e termina com 10 só poderia terminar em coisa boa!)
Credicard Hall
Show do A-HA (banda norueguesa composta por cantor lindo estilo-blasè, camisa azul e cinto marrom, tecladista que tocou só 2x no show inteiro, guitarrista filho do ABBA com cara de pintinho)
Peregrinos: Andre P. e Juliana R., a.k.a: Andrew e Rú
Tudo começou sei lá eu quando, mas deve-se à bendita “I’ve been losing you” que Rú mostrou pro Andrew e ela entrou no Top Hits do repertório das músicas que passam algo tão forte que é indescritível. Em suma, repertório das músicas com emoções! Decidimos em pleno vôo Argentina-Brasil em janeiro que íamos num show de uma banda Norueguesa que só ocorreria em março (3 countries, 2 timelines, 1 concert). 3,2,1... go!
Somewhere over the rainbow, Andrew decide que “prefere” (entre aspas pq, a bem da verdade, ele nem sabia o que estava falando) Platéia Superior à Pista. Rú efetua compra de ingressos.
Comem pizza e se mandam pro destino (com Rú dando as direções e errando o caminho) cantando as músicas da banda em chinês – quando não se sabem os lyrics, cantam em chinês. Fica muito bacana! People shoud try it more often! Aí fomos lembrando dos vizinhos da banda e ABBA entrou na roda (até pra fazer uma homenagem ao pai do guitarrista). A grande graça da coisa toda era cantar letra errada (Andrew) e em tom muito desafinado (Rú faz isso com uma maestria que é hard to beat!), mas... ambos se viam felizes e serelepes! Podemos definir a duplinha como “o cara do som e a menina das letras”.
Eis que chegam à super-mega-master-plus casa de shows CREDICARD HALL. E será que os 2 imaginavam que aquela bolinha por fora é tão ALTA por dentro? Gente, não é à toa o nome Platéia SUPERIOR!! Dava quase pra ver Manhattan Skyline de lá de cima!! Aí começou a peregrinação dos inquietos e, até então sem saber, MEGA fãs da banda. “Temos que chegar mais perto!!”, falava um. O outro sugere upgrade ingressos pra pista. Aí cena de filme: “desculpe, os últimos 2 ingressos foram vendidos pro casal ao lado”. Rú se vê afogando o casal na fonte de água da casa de shows, mas Andrew diz “ah, nãããão” e os 2 simplesmente voltam aos seus SUPERIORES assentos no céu.
Show começa: AÊÊÊÊ!!! Luzes se apagam, banda entra, galera da platéia se faz de morta e a pista se agita. Andrew e Rú buscam seu lugar ao sol... Ficaram Hunting High and Low por um spot com boa vista e que desse direito a dançar também. Depois de vários dribles nos seguranças, os dois se acham e começa toda a diversão: descobriu-se que dançar quadrilha e até passinhos sertanejos (pq não?!) em show de pop-rock é muito, mas muito mais legal que qquer outro movimento. In between days foi cogitada por Andrew, mas lembramos que era de outra banda (aaahhhh....). Nos contentamos em dançar a que estava tocando no momento. Momento este que nos fez lembrar que, na vida, nos esquecemos até das coisas que mais gostamos, vide “That blood that moves the body”. A foto escolhida pra este blog deve-se ao fato dos caras já terem imagem bem semelhante no telão deles e Rú achar que poderia gerar título de música pros norugas (algo do tipo: "the hand that touched the sky" - gente, fala aí! Tem ou não tem cara de nome de música do A-ha??).
Entre pulos, dancinhas, sorrisos, momentos de “E aêêê?? Vai tocar música conhecida tb ou não?!”, Rú descobre que o cantor é surdo... não escuta a sugestão dada pela moça de, ao fim do show, seguir pra Raposo Tavares, km15. Burrão.
Numa das escapadas dos seguranças lobomaus, Rú se esbalda na parte reservada para cadeirantes (afinal, me desculpe, era bem na música favorita da cidadã) enquanto Andrew tenta achar um posto decente onde se pudesse ficar de pé. Rú é mais uma vez expulsa pelo MIB (Man in Black) e vai atrás de Andrew, quando este, mega bonitinho, estica os braços pra ela subir a escada bem no meio da música dela. Aaahhhh, ali podia acabar o show.
E falando em fim de show... É aí que percebe-se que final de show tá na cabeça de quem vê. Acendem-se as luzes e o público simplesmente vai embora. They do not take their time pra descobrir que Platéia do Céu também pode ser legal, afinal de contas, oferece a exclusiva CORRIDA PELAS CADEIRAS ao final do show! Galera da Pista nesta hora só permanece de pé e vai andando: mega sem graça!!
Além disso, ninguém parou pra ver o céu, estudar o Cruzeiro do Sul (o lado astrônomo de Andrew mostrou pro Rú como se calcula o Sul a partir daquele Cruzeiro – claro, ambos ainda estavam em estado elevado da platéia SUPERIOR), sentar no porta-mala deitado no vidro traseiro cantando as músicas da banda porque adrenalina BOA MESMO não abaixa tão rápido. Celular chinfrim (xinfrim??) serviu pra keep the proof: ambos são desafinados pacas, mas igualmente divertidos! Estragamos as músicas dos caras, mas alegramos as almas.
E a dica final desta que lhes escreve: in case of emergency, always have a TV with you... In case things are sad and blue, turn it on because after all: THE SUN ALWAYS SHINES ON TV! Desde 1985…
PS: na volta, Rú liga pra Andrew pra que ele escute A-ha através dos alto-falantes do carro dela. Até aí, ok, legal, mas LEGAL MESMO foi ouvir os 2 cantarolaream juntos a batida da música e rirem... “a gente se diverte” foi o que falaram com som que veio da alma, não do telefone.
Ode to Music
Its sweet melody fills concert halls, hearts, palaces, minds and yet, only to a few it preaches harmony and the beauty of it.
It is joy found in one piece.
It is sadness explored and expressed.
It is the healing for doubtful minds, wounded hearts and a chaotic world.
It is also how feelings found a way to be communicated without words.
It is everything it cannot be, yet it is exactly as it should be.
It is joy found in one piece.
It is sadness explored and expressed.
It is the healing for doubtful minds, wounded hearts and a chaotic world.
It is also how feelings found a way to be communicated without words.
It is everything it cannot be, yet it is exactly as it should be.
My thought about something "simple": LOVE...
LOVE
The most wanted and searched for feelings, yet the most frightening of the healings
A sentiment that makes the heart jump of joy and the soul behave like a toy
Something only a few have truly experienced or even allowed it to come near
Hate is not its opposite, but fear
When living it, one may not recognise its full power,
but when left without it, one understands how it is sour
We cannot quite grasp it to its core
but oddly enough it is all we long for
Unlike beautiful poems describe, it is neither light nor easy
Love is not a word, it is a VERB
It is action, exercise, practice
As with most things in life,
the more you practice, the better you get
So live (from your heart)
Practice it (to your mind)
Experience it (for your soul)
The most wanted and searched for feelings, yet the most frightening of the healings
A sentiment that makes the heart jump of joy and the soul behave like a toy
Something only a few have truly experienced or even allowed it to come near
Hate is not its opposite, but fear
When living it, one may not recognise its full power,
but when left without it, one understands how it is sour
We cannot quite grasp it to its core
but oddly enough it is all we long for
Unlike beautiful poems describe, it is neither light nor easy
Love is not a word, it is a VERB
It is action, exercise, practice
As with most things in life,
the more you practice, the better you get
So live (from your heart)
Practice it (to your mind)
Experience it (for your soul)
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